{"id":96,"date":"2021-07-27T10:31:56","date_gmt":"2021-07-27T08:31:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/?p=96"},"modified":"2021-08-06T11:58:50","modified_gmt":"2021-08-06T09:58:50","slug":"entrevista-com-francesca-lessa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/entrevistas\/entrevista-com-francesca-lessa\/","title":{"rendered":"Entrevista com Francesca Lessa"},"content":{"rendered":"<p>[et_pb_section fb_built=&#8221;1&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_row column_structure=&#8221;1_2,1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.8.1&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_image src=&#8221;https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2021\/07\/Francesca-Lessa.png&#8221; title_text=&#8221;Francesca Lessa&#8221; align=&#8221;center&#8221; _builder_version=&#8221;4.8.2&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_margin=&#8221;||3px|||&#8221; custom_padding=&#8221;||0px|||&#8221;][\/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.9.10&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; hover_enabled=&#8221;0&#8243; sticky_enabled=&#8221;0&#8243;]<\/p>\n<p>Foto: Francesca Lessa<\/p>\n<p>Revis\u00e3o de portugu\u00eas feita por Fernada Terra<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][et_pb_column type=&#8221;1_2&#8243; _builder_version=&#8221;4.7.7&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.9.10&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;26px|||||&#8221;]<\/p>\n<p><strong>O caso de Francesca Lessa foi um dos que motivou o primeiro encontro onde a rede Academicxs en Riesgo foi fundada em Barcelona em 2018, onde investigadores de v\u00e1rios pa\u00edses e disciplinas tamb\u00e9m partilharam as suas hist\u00f3rias, muitas vezes silenciadas, de ass\u00e9dio e amea\u00e7as como consequ\u00eancia das suas tarefas de investiga\u00e7\u00e3o e ensino em ambientes universit\u00e1rios.<\/strong><\/p>\n<p>Abaixo, a Dra. Lessa compartilha sua experi\u00eancia que come\u00e7ou em 2017 no Uruguai, um pa\u00eds ao qual, devido a amea\u00e7as de morte, n\u00e3o p\u00f4de regressar e onde estaba desenvolvendo seu projeto de pesquisa com uma bolsa da Uni\u00e3o Europeia atrav\u00e9s da Universidade de Oxford, Reino Unido.<\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=&#8221;4.9.10&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; custom_padding=&#8221;19px|||||&#8221;][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243; _builder_version=&#8221;4.9.10&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221;][et_pb_text _builder_version=&#8221;4.9.10&#8243; _module_preset=&#8221;default&#8221; header_4_font=&#8221;|700||||on|||&#8221; header_4_text_color=&#8221;#A0522D&#8221; header_4_line_height=&#8221;1.5em&#8221; custom_padding=&#8221;1px|||||&#8221;]<\/p>\n<p>Em 28 de Janeiro daquele ano, Francesca Lessa, juntamente com 12 outras pessoas, foram diretamente amea\u00e7adas por e-mail (entre elas: O Ministro da Defesa Nacional Jorge Men\u00e9ndez; o Procurador do Tribunal Jorge D\u00edaz; o antigo director da Institui\u00e7\u00e3o Nacional dos Direitos Humanos e da Provedoria de Justi\u00e7a Mirtha Guianze; os advogados Pablo Chargo\u00f1ia, Federico \u00c1lvarez Petraglia, Juan Errandonea, Juan Fag\u00fandez, Hebe Mart\u00ednez Burl\u00e9 e \u00d3scar L\u00f3pez Goldaracena; a antiga Vice-Ministra dos Neg\u00f3cios Estrangeiros Belela Herrera; o activista brasileiro Jair Krischke; e o jurista franc\u00eas Louis Joinet). A mensagem, vinda do chamado &#8220;Comando Barneix&#8221; dizia: &#8220;O suic\u00eddio do General Pedro Barneix n\u00e3o ficar\u00e1 impune, n\u00e3o ser\u00e3o aceitos mais suic\u00eddios por causa de acusa\u00e7\u00f5es injustas. Para cada suic\u00eddio a partir de agora, mataremos tr\u00eas escolhidos aleatoriamente da seguinte lista&#8221;. Infelizmente esta amea\u00e7a faz parte do que se tornou um padr\u00e3o de intimida\u00e7\u00e3o que jornalistas, advogados, antrop\u00f3logos e defensores dos direitos humanos t\u00eam recebido nos \u00faltimos anos no Uruguai.<\/p>\n<h4>Como viveu o que aconteceu no Uruguai em 2017?<\/h4>\n<p>Para mim foi uma revolu\u00e7\u00e3o. De um dia para o outro, mudou a minha vida. Tive de parar um projeto em que estava trabalhando h\u00e1 mais de dois anos e meio. A investiga\u00e7\u00e3o centrou-se na Opera\u00e7\u00e3o Condor e utilizou o caso uruguaio como um representante. Escolhi o Uruguai porque a maioria das v\u00edtimas e a maioria dos sobreviventes s\u00e3o cidad\u00e3os uruguaios, e h\u00e1 tamb\u00e9m desaparecidos e sobreviventes uruguaios em todos os pa\u00edses envolvidos na Opera\u00e7\u00e3o Condor, que foi um plano de intelig\u00eancia e coordena\u00e7\u00e3o entre as ditaduras militares do Brasil, Argentina, Chile, Bol\u00edvia, Paraguai e Uruguai para combater a oposi\u00e7\u00e3o de esquerda durante a d\u00e9cada de 1970. A minha pesquisa envolveu o seguimento do julgamento Condor na Argentina e dos julgamentos uruguaios, bem como o estudo dos arquivos estatais no Uruguai, embora o acesso a estes seja muitas vezes complicado e algo limitado. Na realidade, s\u00f3 pude trabalhar no Uruguai durante quatro meses, porque enquanto estive no estrangeiro as amea\u00e7as ocorreram e n\u00e3o pude regressar ao pa\u00eds nem sequer recuperar os meus pertences.<\/p>\n<h4>Como descobriu que se encontrava sob amea\u00e7a de morte?<\/h4>\n<p>Um amigo meu uruguaio me enviou uma mensagem por WhatsApp. Eles ouviram as not\u00edcias na televis\u00e3o e me informaram. Tentei descobrir e fui \u00e0 pol\u00edcia uruguaia, que confirmou a informa\u00e7\u00e3o. A essa altura, tive de informar a Universidade de Oxford. Contataram a embaixada italiana para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o do perigo real que isto significava para mim, o que levou \u00e0 decis\u00e3o de n\u00e3o regressar ao Uruguai. Pode parecer uma medida demasiado precipitada, mas n\u00e3o esque\u00e7amos que apenas um ano antes um estudante italiano, Giulio Regeni, que estava fazendo doutorado na Universidade de Cambridge, tinha sido torturado e assassinado no Egito. Al\u00e9m disso, penso que, tendo em conta o pouco interesse que o sistema judicial uruguaio e o governo uruguaio colocaram na quest\u00e3o, a prud\u00eancia foi justa.<\/p>\n<h4>Qual acha que era o objetivo da amea\u00e7a contra voc\u00ea?<\/h4>\n<p>Penso que foi sobretudo uma opera\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o, ou seja, que este Comando queria utilizar os nomes e figuras de pessoas envolvidas no campo da justi\u00e7a e da defesa dos direitos humanos para conseguir, por um lado, parar o progresso das investiga\u00e7\u00f5es judiciais que finalmente avan\u00e7avam no Uruguai ap\u00f3s muitas d\u00e9cadas de impunidade e, por outro lado, gerar um sentimento de intimida\u00e7\u00e3o, que este Comando vigiava e controlava todas as pessoas que se dedicavam nas suas diferentes fun\u00e7\u00f5es, tais como procuradores, advogados, investigadores, etc., \u00e0 busca da verdade e \u00e0 defesa dos direitos humanos. A busca da verdade e justi\u00e7a para os crimes contra a humanidade cometidos pelo Estado uruguaio entre 1968 e 1985.<\/p>\n<h4>Como procedeu o sistema de justi\u00e7a no Uruguai e houve alguma investiga\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o foi aberta porque o procurador do tribunal, Jorge D\u00edaz, que recebeu o e-mail diretamente na sua caixa de correio, apresentou uma queixa. Desde ent\u00e3o, praticamente nada aconteceu. Ao longo dos anos, v\u00e1rios procuradores e ju\u00edzes estiveram encarregados do caso, mas tivemos apenas algumas audi\u00eancias em que as pessoas amea\u00e7adas foram chamadas a depor. At\u00e9 \u00e0 data, nenhuma outra medida foi promovida e as diferentes pistas que fornecemos \u00e0s autoridades ainda n\u00e3o foram investigadas. Creio que uma investiga\u00e7\u00e3o completa deveria incluir, por exemplo, um inqu\u00e9rito no seio das For\u00e7as Armadas para descobrir se algu\u00e9m sabe ou ouviu alguma coisa sobre este Comando Barneix, bem como ligar esta amea\u00e7a a todas as outras que aconteceram no pa\u00eds, a fim de ter uma abordagem mais completa que v\u00e1 para al\u00e9m do caso espec\u00edfico. Passaram-se quatro anos e, at\u00e9 agora, nada sabemos, e nada foi feito. Uma tal postura passiva face \u00e0s amea\u00e7as de morte leva-me a pensar que eles n\u00e3o querem realmente saber quem est\u00e1 por tr\u00e1s disso. E o risco \u00e9 que o resultado seja a normaliza\u00e7\u00e3o da impunidade e a pr\u00e1tica da amea\u00e7a como um instrumento de medo no Uruguai.<\/p>\n<h4>Como reagiu o governo uruguaio \u00e0 den\u00fancia das amea\u00e7as?<\/h4>\n<p>Com total sil\u00eancio. Envi\u00e1mos ao ex-presidente Tabar\u00e9 V\u00e1squez duas cartas de apoio e solidariedade com os amea\u00e7ados, uma em 2017 assinada por mais de 150 pesquisadores, intelectuais e jornalistas de 15 pa\u00edses, e outra em 2018 por mais de 500 pessoas por ano ap\u00f3s a amea\u00e7a. O presidente nunca nos respondeu, mas nenhum membro do governo se expressou sobre o assunto, nem sequer para assinalar que as amea\u00e7as de morte s\u00e3o um crime. A cereja no bolo veio quando o Estado uruguaio foi convocado pela Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos em Maio de 2017 em Buenos Aires e n\u00e3o compareceu \u00e0 audi\u00eancia, demonstrando assim que n\u00e3o tem muito interesse na quest\u00e3o.<\/p>\n<h4>Como v\u00ea o seu caso em rela\u00e7\u00e3o ao aumento das amea\u00e7as que t\u00eam tido lugar nos \u00faltimos anos contra aqueles que trabalham e lutam no dom\u00ednio dos direitos humanos no Uruguai?<\/h4>\n<p>Perante a indiferen\u00e7a demonstrada pelo governo uruguaio, debemos nos perguntar por que raz\u00e3o estas amea\u00e7as continuam a ocorrer. Em 2016, durante a Semana do Turismo, invadiram o gabinete de antrop\u00f3logos em Montevideu e, al\u00e9m de roubarem computadores e material, deixaram um mapa da cidade no qual estavam marcados os endere\u00e7os pessoais dos trabalhadores da equipe; em Outubro do ano passado, dois locais onde os antrop\u00f3logos faziam trabalhos de escava\u00e7\u00e3o em busca dos restos mortais de pessoas desaparecidas foram violados, e houveram assaltos; em Julho, na Mercedes, o jornalista Juan Francisco Correa recebeu &#8220;amea\u00e7as telef\u00f4nicas muito graves&#8221; depois de ter publicado a not\u00edcia de que um dos novos membros do Lions Clube da Mercedes, Oscar Omar Troya Soma, era membro do aparelho repressivo do Estado durante a ditadura militar e \u00e9 acusado de torturar civis.<\/p>\n<h4>Qual \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o atual do caso?<\/h4>\n<p>Estamos num momento chave j\u00e1 que 14 de Fevereiro \u00e9 o quarto anivers\u00e1rio da queixa e o Procurador poderia encerrar a nossa queixa. \u00c9 claro que somos totalmente contra o encerramento, uma vez que n\u00e3o sentimos que em momento algum nestes quatro anos as autoridades uruguaias tenham levado esta investiga\u00e7\u00e3o a s\u00e9rio e com a profundidade necess\u00e1ria.<\/p>\n<h4>\u00bfCu\u00e1les fueron las consecuencias de esta experiencia para tu investigaci\u00f3n y tu trabajo acad\u00e9mico ahora que han pasado 4 a\u00f1os no solo del hecho sino de impunidad?<\/h4>\n<p>Em 2017, tive de reorganizar completamente o meu projeto, uma vez que n\u00e3o poderia ir aos arquivos no Uruguai como tinha planejado, nem realizar as entrevistas adicionais no pa\u00eds. Consegui finalmente encerrar a pesquisa, mas quase dois anos depois dos prazos originais do projeto e isso apenas porque recebi a solidariedade de muitas pessoas que me ajudaram a acessar outras fontes de informa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, obviamente, a falta de investiga\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o dos respons\u00e1veis significa que quaisquer planos de viajar para o Uruguai para futura pesquisa ser\u00e3o afetados por esta amea\u00e7a e ser\u00e1 muito dif\u00edcil para mim ser autorizada a viajar tendo em conta este contexto.<\/p>\n<h4>J\u00e1 recorreu a organismos internacionais ou obteve apoio de outras organiza\u00e7\u00f5es?<\/h4>\n<p>Em 2017, recebemos apoio de muitas organiza\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais, tais como o Observatorio Luz Ibarburu e a Anistia Internacional Uruguai, a Comiss\u00e3o Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), o Centro de Justi\u00e7a e Direito Internacional, o Gabinete de Washington para a Am\u00e9rica Latina, e os Front Line Defenders, entre outros. Em Fevereiro de 2019, tamb\u00e9m apresentamos uma peti\u00e7\u00e3o \u00e0 CIDH em que aleg\u00e1vamos que o Estado uruguaio estava violando sua obriga\u00e7\u00e3o de respeitar o direito \u00e0 liberdade e \u00e0 integridade pessoal, \u00e0s garantias judiciais, \u00e0 igualdade perante a lei e \u00e0 protec\u00e7\u00e3o judicial. Dois anos mais tarde, ainda estamos \u00e0 espera que a CIDH notifique o Uruguai por essa peti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Tem alguma recomenda\u00e7\u00e3o para as universidades cujo pessoal pode enfrentar este tipo de situa\u00e7\u00e3o? Como pensa que as universidades, mas tamb\u00e9m as institui\u00e7\u00f5es que financiam a investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, poderiam apoiar melhor os pesquisadores em risco?<\/h4>\n<p>Estas s\u00e3o perguntas dif\u00edceis de responder, mas penso que podem ser feitos progressos em muitos aspectos. Primeiro, \u00e9 absolutamente necess\u00e1rio deixar de tornar estas situa\u00e7\u00f5es invis\u00edveis, que s\u00e3o mais frequentes do que se poderia imaginar. Acad\u00eamicos e pesquisadores est\u00e3o cada vez mais expostos a situa\u00e7\u00f5es de risco por agentes estatais e para-estatais. \u00c9 necess\u00e1rio falar sobre a quest\u00e3o e ver como estas situa\u00e7\u00f5es podem ser evitadas. Em segundo lugar, as universidades bem como outras institui\u00e7\u00f5es devem desenvolver protocolos de a\u00e7\u00e3o para lidar com situa\u00e7\u00f5es semelhantes e apoiar os pesquisadores que as enfrentam. Esses protocolos precisam ser suficientemente flex\u00edveis, uma vez que cada situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente e \u00e9 necess\u00e1rio analisar as especificidades de cada caso a fim de proporcionar uma melhor resposta e estrat\u00e9gia \u00e0s v\u00edtimas. Em terceiro lugar, as universidades deveriam expressar mais clara e vigorosamente a sua rejei\u00e7\u00e3o pela falta de investiga\u00e7\u00e3o por parte das autoridades competentes na grande maioria dos casos de amea\u00e7as, pois sabemos que a impunidade apenas encoraja os perpetradores e incentiva a repeti\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es semelhantes no futuro.<br \/>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre a falta de progressos no caso e as investiga\u00e7\u00f5es sobre as amea\u00e7as de morte feitas pelo Comando Barneix em 2017 e o seu poss\u00edvel estatuto de limita\u00e7\u00f5es em Fevereiro de 2021, podem ser vistas no seguinte relat\u00f3rio:\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TE-5MvcxNfc\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TE-5MvcxNfc<\/a><\/p>\n<p>[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Francesca Lessa Revis\u00e3o de portugu\u00eas feita por Fernada TerraO caso de Francesca Lessa foi um dos que motivou o primeiro encontro onde a rede Academicxs en Riesgo foi fundada em Barcelona em 2018, onde investigadores de v\u00e1rios pa\u00edses e disciplinas tamb\u00e9m partilharam as suas hist\u00f3rias, muitas vezes silenciadas, de ass\u00e9dio e amea\u00e7as como consequ\u00eancia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":58,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"","_et_gb_content_width":"1080","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-96","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=96"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":214,"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/96\/revisions\/214"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/58"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=96"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=96"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.academicxsenriesgo.org\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=96"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}